Esses dias eu, com minha adorável e encantadora simpatia, disse a todos presentes na sala de minha casa que eu iria embora. Mas óbvio que ninguém deu ouvidos para as minhas ameaças, nunca as levaram a sério. No momento disse irônica, mas provavelmente eles fingiram não levar a sério pois eu não apresentava "problemas". Tudo ocorreu normalmente durante os demais dias á frente, mas algo em mim estava me fortalecendo.
Certo dia eu, vesti meu vestido apertado e curtindo; meu salto alto 10 cm preto que eu tanto gosto; marquei bem meu batom vermelho, tirei o excesso; soltei meus cabelos que estavam presos e os balancei; sorri ao espelho e fugi pela sacada de meu quarto. (Lembrando que ninguém ligava pra ela, nem para o que sentia, muito menos para o que pensava.)
Fugi, amarrando lençóis uns aos outros, fugi como se nada tivesse acontecendo. Parti sem ninguém perceber. Minha insignificância naquele lugar era tão óbvia e visível a todos que se passaram 2 dias que fugi, e eu como andava muito quieta pela casa, ninguém tinha percebido meu sumiço. Até meu cachorro ir ao meu quarto, bagunçar tudo á minha procura e começar a latir sem parar. Latiu tanto que meus pais deram ouvidos a ele, foi até onde estava, no meu quarto, e finalmente notou minha ausência. Desesperados por causa de meu desaparecimento, telefonaram ao meu celular e como de costume, atendi. Dei um simples "Alô", esbanjando minha meiguice, minha pureza e minha suavidade ao falar. Desliguei o telefone logo quando ouvi a voz tremula de minha mãe...
To Be Continue...
Nenhum comentário:
Postar um comentário